quinta-feira, 17 de março de 2016

A LUZ DO SILÊNCIO [3 POEMAS] DE SANDY GARCÍA

AISLAMIENTO

La soledad no tiene nombre.
Ni hombre / mujer.
El sapo se lo comieron los renacuajos.
La repetición esta aniquilada.
Triunfo de nada, desgracia de todos.
Las cicatrices en la piel.

ISOLAMENTO

A solidão não tem nome.
Nem homem / mulher.
O sapo foi comido pelos girinos.
A repetição está aniquilada.
Triunfo do nada, desgraça de todos.
As cicatrizes na pele.

***

LAS MADRES

Puedo ser amotinada
contra
mi madre,
las madres de Mayo
las de Julio y las de más allá.
Con las que no pudieron
ejercer porque la abuela
se perdió por el camino
por falta de instinto de maternidad.
Se volvieron egoístas.
Puedo ser cruel con todas ellas.
Y sin embargo ellas no son capaces
de soltar la cuerda umbilical
que les une
y destroza en el interior.
Sí.
Hay madres medusa
madres comestibles.
No todas las mujeres son madres.
Esto es verdad
y
... duele.


AS MÃES

Posso estar amotinada
contra 
minha mãe,
as mães de Maio
as de Julho e as de além.
Com as que não puderam
exercer porque a avó
se perdeu pelo caminho
por falta de insitinto de maternidade.
Viraram egoístas.
Posso ser cruel com todas elas.
E no entanto, elas não são capazes
de largar o cordão umbilical
que as une
e esmaga no interior.
Sim.
Há mães medusa,
mães comestíveis.
Não todas as mulheres são mães.
Isto é certo
e
... dói

***

ESPERANZA

Nostalgia se llama tu nombre
que no tiene nombre ni letra,
ni hambre, ni boca.
Nostalgia el escalofrío.

La madrugada de la idea
que muere en el fuego
del verbo amor
y despierta en la mañana
entre sábanas de muerte
deslizadas en almanaques
del ayer.


ESPERANÇA

Saudade se chama o teu nome
que não tem nome nem letra,
nem fome, nem boca.
Saudade o arrepio.

A madrugada da ideia
que morre no lume
do verbo amor
e acorda na manhã
entre lençóis de morte
escorregados em almanaques
do ontem.

© Texto: Sandy Garcia, de La luz del silencio.
© Tradução: Xavier Frias Conde

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