sábado, 13 de setembro de 2014

POEMAS DO PADRE GALO

Este poema pertence a Fernán Coronas, o Padre Galo segundo o seu alcunho literário. É considerado um dos melhores poetas em asturiano de todos os tempos. Usou a sua fala ocidental do concelho de Valdés. A tradução para galego saiu quase automaticamente pela proximidade lingüística e cultural. Abraia o achegamento que este grande poeta asturiano tem con Rosalía de Castro, ao menos neste poema:

Escurézseme outra tarde
d’esta mi vidina breve;
tou solín na mio solana
cu la lluz del sol que muere,
ascuitandu qu’aquí en dientru
nu mieu peitu, sonan güelpes:
Diz que son las martelladas
d’un martiellu persistente
que martiella ya martiella,
ya de día, ya de nueite.
Sin parar ta clabuñandu
la gadaña de la muerte.

Escurece-se-me outra tarde
desta minha vida breve;
estou sozinho no meu solheiro
co'a luz do sol que morre,
a escutar que aqui dentro
no meu peito, batem golpes:
Disque são as marteladas
dun martelo persistente
que martela e martela,
quer de dia, quer de noite.
Sem cessar está a crabunhar
a gadanha da morte.


Texto: Fernán Coronas (Padre Galo)
Tradução: Xavier Frías Conde

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